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| 25/Jul/2006 |
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EFICIÊNCIA PARA A BANCADA DO RIO - FRANCIS BOGOSSIAN(*) |
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www.sidneyrezende.com
- Notícia
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A falta de entrosamento entre o Governo Federal e o Governo do Estado do Rio tem sido apontada como a principal causa da falta de investimentos federais no Rio de Janeiro. Este, no entanto, não é o único obstáculo. A falta de união da Bancada Parlamentar do Rio no Congresso é outro fator de peso.
No Orçamento Federal da União de 2005, cada parlamentar pôde dispor de R$ 3,5 milhões para aplicar onde bem entendesse. Foram R$ 171 milhões, dos quais a maior parte dos recursos (R$ 113,4 milhões) foi distribuída entre 498 emendas próprias, ou seja, emendas para projetos individuais.
No final do ano, apenas 28 destas emendas, no montante R$ 9,8 milhões, tinham recebido efetivamente os recursos, embora o valor empenhado tivesse chegado a R$ 86,8 milhões.
Também no orçamento de 2005, o resultado das emendas da Bancada do Rio foi pífio. Dos R$ 209 milhões autorizados, apenas R$ 85 milhões foram empenhados e só R$ 2,6 milhões foram efetivamente pagos. Estes números foram extraídos do SIAFI-Sistema de Integrado de Administração Financeira através do site www.contasabertas.com.br
Com a análise destes dados, a Frente Pró-Rio propõe que, para o orçamento de 2007, que será votado pelos atuais parlamentares, parte das emendas individuais e das emendas de bancada seja destinada a um ou dois projetos que atendam uma grande parcela do Estado. Em uma primeira consulta, feita pela Frente Pró-Rio, aos 46 deputados federais do Rio, através de correspondência registrada, só chegaram sete respostas.
Os deputados Bernardo Ariston, Chico Alencar, Eduardo Paes e Jandira Feghali apoiaram a proposta, enquanto Laura Carneiro, Francisco Dornelles e Moreira Franco se manifestaram contrários, preferindo continuar no modelo atual de ações políticas individuais. Atingir a unanimidade é impossível, mas se houver consenso da maioria dos parlamentares, o Rio sairá ganhando.
(*) Francis Bogossian é coordenador da Frente Pró-Rio (www.frenteprorio.com.br) |
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| 17/Mai/2006 |
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RIO PRECISA DA UNIÃO DA BANCADA FEDERAL - FRANCIS BOGOSSIAN(*) |
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Jornal do Brasil
- Opinião
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A FALTA DE UNIÃO DA BANCADA parlamentar do Rio de Janeiro no Congresso é visível para todos os que freqüentam aquele plenário e reflete-se na dificuldade que o Estado do Rio de Janeiro tem para receber os recursos do Orçamento da União.
Esta política de "cada um por si" só tem trazido prejuízo para o Rio e desmistifica a premissa de que apenas as diferenças políticas entre o governo federal e o governo do Estado são as responsáveis pela escassez de recursos federais no Rio. O problema também é a falta de união dos parlamentares, onde cada um trabalha por seus projetos pessoais ao invés de brigar por interesses maiores do Estado.
No Orçamento Geral da União (OGU), além das verbas dos ministérios, cada deputado federal pode dispor de um volume de recursos para aplicar em projetos de seu reduto eleitoral, as chamadas "emendas paroquiais", ou em projetos propostos pela bancada, ou ainda destinar seus recursos a uma proposta do governo. No orçamento federal de 2005, cada parlamentar teve R$ 3,5 milhões para aplicar onde bem entendesse. No orçamento de 2006 que foi aprovado pelo Congresso apenas em abril, este valor aumentou para R$ 5 milhões.
Uma análise sobre os desembolsos dos recursos do orçamento de 2005 é de estarrecer. O resultado no fim do ano foi pífio.
Os parlamentares do Estado do Rio de Janeiro conseguiram aprovar a OGU de 2005 nada menos de 498 emendas para seus projetos individuais, somando R$ 113,4 milhões. Deste total apenas 28 emendas, no montante de R$ 9,8 milhões foram pagas, embora o valor efetivamente empenhado tenha chegado a R$ 86,8 milhões.
Ainda no ano passado, as emendas da bancada do Rio somaram 209 milhões, mas o resultado foi ainda pior. apenas R$ 85 milhões foram empenhados dos quais só R$ 2,6 milhões foram efetivamente pagos. Estes números foram extraídos do Siafi-Sistema de Integrado de Administração Financeira, através do site www.contasabertas.com.br, e analisados pela Frente Pró-Rio (www.frenteprorio.com.br).
É muito trabalho para tão pouco resultado. Seria muito mais eficiente se parte desses recursos estivessem concentrados em um ou dois projetos e todos os parlamentares da bancada fluminense lutassem em conjunto para que os recursos fossem efetivamente liberados.
Não se está propondo que os deputados deixem de atender as suas bases. O que se propõe é que haja união em torno de um ou dois projetos que beneficiem uma maior parcela da população do Estado. Com R$ 150 milhões por ano, por exemplo, em oito anos, seria possível construir a Linha 3 do Metrô e atender mais de um milhão de pessoas de baixa renda que moram no trecho Niterói/São Gonçalo e trabalham no Rio de Janeiro. Este é apenas um exemplo do que o Rio poderia ganhar com a união da bancada parlamentar. O Metrô do Rio, sem recursos, está sendo construído há mais de 30 anos.
A Frente Pró-Rio propõe esta mudança de comportamento no próximo orçamento que é o de 2007 e será definido com os atuais parlamentares. Não há qualquer interesse partidário. O único partido da Frente é o Estado do Rio de Janeiro.
(*) Francis Bogossian, engenheiro e presidente da Associação das Empresas de Engenharia do Rio Janeiro
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| 10/Mai/2006 |
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CAMPANHA "A REFINARIA É NOSSA" DO SONHO AO SUCESSO - ALEKSANDER SANTOS(*) |
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Correio Brasiliense
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O anúncio da instalação de uma Refinaria de Petroquímica, a Unidade de
Petroquímica Básica (UPB) da Petrobras, em Itaboraí/ São Gonçalo, na Região
Metropolitana do estado do Rio de Janeiro, coroou definitivamente a campanha "A
Refinaria é Nossa", que objetivava atrair para o território fluminense este
empreendimento. Paralelamente, o sucesso deste movimento em prol da Refinaria no
Rio também premia a capacidade de mobilização da sociedade e o poder de
articulação das entidades e associações que aderiram à campanha.
Desta forma, todos nós que integramos a Associação dos Dirigentes de Vendas e
Marketing do Brasil (ADVB-RJ) sentimo-nos totalmente realizados, tanto por
participar desta histórica vitória junto a parceiros como o governo do estado,
Firjan, Associação Comercial do Rio de Janeiro, Fecomércio, OAB-RJ, Amcham-RJ,
Clube de Engenharia e o CREA-RJ, quanto por garantirmos à população fluminense
este investimento que será o maior já realizado em toda a história do Rio de
Janeiro, cerca de US$ 6,5 bilhões e geração de mais de 200 mil empregos.
Desde o primeiro dia da campanha "A Refinaria é Nossa", em janeiro de 2003, a
ADVB-RJ procurou incentivar de forma pró-ativa o movimento, visando dar maior
visibilidade à Campanha e, com isso, maximizar a mobilização e participação de
toda a sociedade fluminense. Para isso, investimos em diversas formas de
divulgação que abrangiam nichos distintos, desde formadores de opinião até
estudantes de Publicidade, Propaganda e Marketing das diversas universidades do
Rio de Janeiro.
O primeiro passo foi conseguir, através de articulação com empresas ligadas à
ADVB-RJ, a colocação de centenas de outdoors espalhados por todo o estado, fato
que gerou expectativa e curiosidade da população quanto ao sentido da Campanha e
os benefícios que seriam obtidos com seu sucesso. O próximo passo foi a
veiculação, apoiada pela ADVB-RJ, nas mídias impressa e eletrônica de anúncios
em prol da Campanha.
Assim foi gerado o embrião da Campanha "A Refinaria é Nossa", que se
desenvolveu através de outras ações, como a realização de um desfile de moda,
onde estudantes de moda de diversas instituições de ensino do estado do Rio
criaram roupas com o tema da Campanha; a impressão da logo da Campanha (gota de
petróleo) em sacolas de supermercados, brincos, bottons, camisas e no placar do
Maracanã; a elaboração de pratos temáticos em restaurantes; futebol com
artistas; blocos de carnaval; revista em quadrinhos; panfletagem em postos de
pedágio, como o da Ponte Rio-Niterói; e a criação de um concurso, coordenado
pela ADVB-RJ, em parceria com o governo do estado, para eleger o melhor anúncio
para a Campanha criado por universitários, entre outras atividades e ações.
Vale destacar que a mobilização popular foi decisiva e marcou a campanha "A
Refinaria é Nossa" como uma das maiores desde a que criou a Petrobras (O
Petróleo é Nosso) e o movimento das eleições diretas para presidente (Diretas
Já). Ressalto também que o anúncio da implantação da Unidade Petroquímica Básica
(UPB) além de trazer benefícios para o estado do Rio, como empregos diretos,
indiretos e efeito renda, também fomentará o desenvolvimento econômico do
Brasil. A capacidade de refino do País será aumentada e, segundo dados do
Secretario de Estado de Energia, Indústria Naval e Petróleo, Wagner Victer, com
a implantação da nova Refinaria, possivelmente em 2012, estaremos processando
cerca de 90% do petróleo produzido no País. Com isso, estaremos próximos da
auto-suficiência plena, com um "parque de refino" com capacidade de suprir
nossas demandas e capaz de processar o nosso petróleo pesado. Afinal, esta será
a primeira refinaria que utilizará 100% de petróleo pesado nacional, agregando
valor ao óleo produzido na Bacia de Campos.
Além dos benefícios já citados, devemos lembrar que a nova Unidade
Petroquímica Básica (UPB) gerará produtos petroquímicos que não podem ser
diretamente consumidos pela população, necessitando serem processados por outras
empresas que, através da matéria-prima produzida pela UPB, vão produzir copos
plásticos, sacolas, filmes e adesivos, copos de liquidificador, gabinetes de
computador, pára-choques de automóveis e painéis para carros, entre outros
utensílios. Com isso, milhares de outros empregos serão criados e centenas de
empresas devem se instalar no estado.
Nesta conjuntura, impulsionada pela campanha "A Refinaria é Nossa", novos
projetos e oportunidades também serão gerados para os setores de Marketing e
Vendas, que além de contarem com centenas de novas indústrias gerando demanda
para publicitários, "marketeiros", vendedores e empresas destes setores, também
serão beneficiados com o maior poder de compra da população fluminense.
Por estas razões é que nós da ADVB-RJ estamos com o sentimento de vitória e
orgulho. O prazer de realizar uma campanha bem sucedida é inigualável e nos
deixa com a sensação de dever cumprido e, especialmente, com a obrigação de
mudar o slogan da campanha para "A REFINARIA JÁ È NOSSA" . |
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| 30/Mar/2006 |
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A REFINARIA JÁ E NOSSA - WAGNER VICTER (*) |
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Jornal do Commercio
- Opinião
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"É melhor arriscar coisas grandiosas, alcançar triunfos e glórias, mesmo
expondo-se à derrota, do que formar fila com os pobres de espírito, que nem
gozam muito, nem sofrem muito, porque vivem mergulhados em penumbra
cinzenta, que não conhece vitória nem derrota".
No dia 6 de janeiro de 2003, no primeiro ato público da governadora
Rosinha Garotinho, coincidindo com a minha segunda posse à frente da
Secretaria, na sede da Firjan, lançamos a Campanha "A Refinaria é Nossa".
Estavam presentes e apoiando esta empreitada políticos de todos partidos e
as principais entidades do nosso estado como: Firjan, Fecomércio, Associação
Comercial, AEERJ, Clube de Engenharia, ADVB-RJ, Amcham-RJ, Crea-RJ, FGV-RJ,
OAB-RJ, ADRio, além de Universidades e até órgãos da própria estrutura
federal, como a ANP.
A campanha, que ganhou as ruas e que teve o logotipo da "gotinha" como
marca principal e mais visível, foi um sucesso retumbante e talvez tenha
sido a maior mobilização popular desde a campanha que criou a própria
Petrobras e que foi aproveitada, por sua sonoridade, que foi "O Petróleo é
Nosso".
As ações foram diversas e dispersas de norte a sul do estado: 100 mil
cartas das crianças das escolas públicas pedindo ao presidente pela
refinaria, concursos de redação, palestras, desfiles de moda, revistas em
quadrinhos (criando o personagem Chico Gota), poesias, repentes, raps,
shows, outdoors, pratos em cardápios de restaurantes, adesivos em ônibus,
carros de polícia, bombeiros e aviões, saquinhos de supermercado, carros de
corrida, placar do Maracanã, futebol de artistas, raspadinhas, pulseiras e
brincos, bottons, camisetas e tudo mais que foi possível imaginar.
Certamente, pelo grau de mobilização da população fluminense esta
campanha ficará na história do Rio de Janeiro como uma marca de união do
nosso povo em prol do desenvolvimento econômico, já que esta Refinaria que
deverá processar inicialmente 150 mil barris diários de petróleo pesado e
consumirá cerca de US$ 6,5 bilhões de investimento, gerando cerca de 200 mil
empregos diretos e indiretos.
Porém, a mobilização só foi possível porque ganhou sinergia nos fortes
argumentos técnicos e estratégicos que apresentamos, principalmente quando
apontávamos, a partir de estudos, alguns feitos pela própria ANP, o gargalo
que se apresentava para o Brasil e para o mundo na atividade de refino e
principalmente a necessidade de agregarmos valor ao petróleo pesado aqui
produzido e que vem sendo exportado a um baixo valor quando da sua troca
(SWAP) por um petróleo adequado (leve) ao nosso perfil de refino.
Durante a campanha que durou quase três anos tanto eu como a governadora
fomos tachados de "sonhadores", ou "Profetas do Apocalipse" no tocante o
esgotamento da capacidade de refino no País e no mundo. As frases mais
constantes que escutamos eram:
- É desnecessário e antieconômico investir em refino!
- Existe excedente de refino no mundo!
- O Brasil não precisa de novas refinarias!
- Se houver uma refinaria, esta será no Nordeste e não no Rio de
Janeiro!
- O movimento criado no Estado é apenas uma bandeira político-partidária
da governadora!
- As refinarias não devem ficar nos estados produtores de petróleo!
Pois muito bem, com o anúncio oficial da refinaria e de seu local em
nosso estado, realizado no último dia 28, se concluiu o óbvio: que a nossa
auto-suficiência só será plena quando tivermos um parque de refino com
capacidade de suprimento de nossas demandas internas e capaz de processar o
nosso petróleo pesado e que também existe uma esgotamento de capacidade de
refino no mundo, e portanto fico muito feliz e orgulhoso de termos
mobilizado a população fluminense para o rumo certo.
Quero destacar o papel do povo fluminense neste processo, que se
movimentou e não se deixou iludir pelos eternos pessimistas e agourentos de
plantão, além da sensibilidade econômica e estratégica da Petrobras e
principalmente de seu corpo técnico, que mesmo em diversos momentos onde
poderia ter havido alguns embates como no caso do oleoduto, soube caminhar
para um projeto que resgatará seu papel desenvolvimentista no País,
retornando a empresa como um "player", de fato, na Petroquímica, e
realizando o seu principal projeto em terras fluminenses, desde a descoberta
da Bacia de Campos, pelo campo de Garoupa, já que na ocasião aqui já se
encontravam instaladas a sua Sede, a Reduc e o seu centro de pesquisas (Cenpes).
É muito importante saber que com esse projeto começamos a reverter um
processo equivocado do ponto de vista econômico que fazia com que o Estado
do Rio de Janeiro produzisse 85% do petróleo nacional e somente processasse
12%, através da Refinaria Reduc. Quanto à localização da Refinaria em
Itaboraí/São Gonçalo, esta foi uma decisão da Petrobras e segundo a empresa,
escolhida a partir de levantamentos feitos considerando aspectos de
logística, custos de investimentos, custos ambientais, diversidade e
incentivos fiscais regionais existentes em nosso Estado e, portanto, será
apoiada pelo Governo do Estado através de um Grupo Técnico de apoio ao
empreendimento que estamos criando.
Como homenagem a um grande brasileiro, nacionalista, que sempre lutou
pela Petrobras, um dos nossos pleitos, já manifestado em decreto da
governadora e que temos a certeza será atendido pela empresa e seus
parceiros, é que a nova Refinaria Petroquímica do Rio de Janeiro leve o nome
de Barbosa Lima Sobrinho.
Sinto-me especialmente emocionado nesta decisão da Refinaria. Meu
sentimento de dever cumprido é algo que quase não posso descrever.
Minha admiração pela governadora Rosinha cresceu muito com esse processo
onde passei ainda mais admirá-la. Ela foi de uma tenacidade e determinação
que poucos políticos teriam. Sei que alguns não gostam dela, muitos por puro
preconceito, porém, ela com o projeto da Refinaria marcou definitivamente na
história sua passagem pela administração do Estado, como alavancadora desse
empreendimento que ficará como um legado para futuras gerações.
No mais "A Refinaria Já é Nossa" e todos estamos de parabéns nessa luta
por nosso Estado e antes que me esqueça obrigado aos pessimistas por nos
darem força para superá-los, afinal temos outras batalhas que ainda
superaremos e continuaremos precisando muito deles.
(*) Secretário de Estado de Energia, da Indústria Naval e do Petróleo do Rio de
Janeiro |
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| 14/Mar/2006 |
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METRÔ PRETERIDO - FRANCIS BOGOSSIAN (*) |
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O Dia
- Opinião
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O Rio de Janeiro vem sendo preterido peLo Governo federal desde a
transferência da capital para Brasília. A cada governo, as esperanças se
renovam: desta vez será diferente! Mas não é. O Rio contribui com mais de 15% da
arrecadação federal e recebe menos de 4% dos investimentos destinados aos
estados.
Um exemplo da discriminação é o metrô. Indispensável para o Rio, não consegue
se expandir. Vários trechos já foram licitados, mas não há recursos para a
construção. A Linha 1, até a Praça General Osório; Linha 4, ligando Botafogo à
Barra da Tijuca; a Linha 3, entre Niterói e São Gonçalo; a conclusão da Linha 2,
no trecho Estácio-Carioca, são a alguns projetos que não saem do papel, embora
sejam essenciais para reduzir o tempo que os trabalhadores levam entre a casa e
o trabalho.
A expansão da Linha 1 do Metrô só foi possível porque o Governo do estado
levantou um empréstimo no BNDES. E, mesmo assim, a liberação dos recursos não
vem sendo fácil. O financiamento para a construção do trecho Siqueira
Campos-Cantagalo levou quase um ano para ser liberado.
Isso só acontece no Rio de Janeiro. Nas outras capitais, onde o metrô está
sendo construído, os recursos vêm do orçamento da União e são aplicados à fundo
perdido, sem necessidade de o Governo do estado desembolsar um tostão.
Desde 2003, todos os anos, no orçamento da União, estão programados R$ 60
milhões para dar início à construção da Linha 3. Até agora, não saiu um centavo.
No passado, o Governo federal liberou mais de R$ 400 milhões para obras em
rnetrôs e sistemas de trens urbanos de Recife, Salvador, Fortaleza, Manaus e
Belo Horizonte, mas nada para o Rio. A população de São Gonçalo vai continuar
sem um meio de transporte eficiente para trabalhar. Cerca de 80% da população de
São Gonçalo trabalha no Rio.
(*) Presidente da AEERJ-Associação das Empresas de Engenharia do Rio de Janeiro |
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| 27/Jan/2006 |
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UNIDADE PELO RIO - HUGO LEAL(*) |
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Jornal do Brasil
- Outras Opiniões
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O levantamento feito pelo Jornal do Brasil mostra a mais recente
prova do descaso do governo federal com o Rio de Janeiro: dos R$ 13,5
bilhões de sobras do Orçamento de 2005 que serão aplicados em 2006 apenas R$
394 milhões serão aplicados no nosso estado. Ou seja, apesar de o Rio ser a
segunda unidade da federação em arrecadação de impostos federais, está
apenas em sétimo lugar entre os estados que receberão recursos da União para
obras.
Esta distribuição injusta ocorreu também 2004: naquele ano, o Rio de
Janeiro foi responsável pela arrecadação de 18,89% das receitas da União e
recebeu de volta apenas 5,75% dos investimentos federais. Mesmo os
parlamentares do Rio com fortes vínculos com o governo federal não conseguem
a liberação de verba para suas emendas.
Desde a dupla administração Fernando Henrique, o governo federal vem
discriminando sistematicamente o Rio de Janeiro, sem que as forças políticas
e econômicas do estado fossem capazes de juntar esforços para combater esse
descaso. Divergências políticas locais têm impedido ações conjuntas da
bancada federal em Brasília. Foram, certamente, essas dificuldades políticas
que chegaram a levar empresários do Rio a se articularem para reunir provas
da discriminação e estabelecer uma pauta de prioridades.
Não são poucos os projetos parados no Rio de Janeiro por falta de
investimentos da União: a construção do arco rodoviário, que vai ligar três
estradas para facilitar o acesso ao Porto de Sepetiba; duplicação da BR-101,
de Norte a Sul do estado; a expansão do Metrô do Rio, que deveria ter
recursos do governo federal e não apenas empréstimos através do BNDES; obras
de saneamento e habitação na Baixada Fluminense, investimento prometido que
permanece no papel; repasse de verbas do Sistema Único de Segurança para
modernização das polícias e a construção de presídios federais; a
recuperação ambiental da Bacia de Jacarepaguá, área estratégica para o
município do Rio. São projetos que beneficiam todas as áreas do estado -
alguns em parcerias com o governo estadual ou com prefeituras, que investem
e não conseguem fazer seus projetos deslancharem porque a União não está
fazendo sua parte.
Devemos, portanto, somar esforços a esta iniciativa pioneira dos
empresários cariocas e fluminenses. As forças políticas do estado precisam
colocar de lado suas divergências para construir uma unidade em defesa dos
interesses do Rio. As discussões devem deixar de lado o passado; devem
apontar para o que é preciso fazer para garantir um futuro melhor para a
população do Rio de Janeiro.
As reportagens do JB sobre o tema também mostraram as dificuldades da
bancada federal, dividida por divergências políticas e questões partidárias.
As reuniões para preparar ações conjuntas acabam ocorrendo apenas na época
da aprovação do Orçamento, quando os nossos representantes buscam o
entendimento para a apresentação das emendas. É preciso que esse espírito de
unidade seja permanente: a bancada do Rio deve reunir-se regularmente, sempre,
para formar uma verdadeira frente parlamentar no Congresso em defesa do
nosso estado e impedir outras demonstrações de descaso.
Nossos parlamentares - tanto na Câmara dos Deputados quanto na Assembléia
Legislativa - devem buscar essa unidade pelo Rio de Janeiro com a certeza de
que é possível construir um novo tipo de relacionamento. O mesmo espírito de
colaboração é necessários das autoridades no Executivo. Somente a união
entre as forças políticas e econômicas poderá devolver nosso estado ao lugar
que merece no desenvolvimento do Brasil.
(*) Secretário de Estado de Justiça e Direitos
do Cidadão |
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| 05/Out/2005 |
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UMA VOZ PELO RIO |
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O Dia
- Editorial
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Em boa hora um representante da sociedade civil vai a Brasília tentar despertar a bancada do estado do Rio na Câmara e no Senado. A reunião de hoje do presidente da Associação das Empresas de Engenharia do Rio de Janeiro, Francis Bogossian, com parlamentares fluminenses tem o objetivo de pôr fim ao esvaziamento que vem sendo imposto ao Rio de Janeiro.
Desde quando a Guanabara deixou de ser capital da República, em 1960, o Rio vem sendo prejudicado em decisões políticas e econômicas, deixando de sediar órgãos federais e vendo os recursos da União tornarem-se cada vez mais escassos. Nos últimos anos, chegou a ser preterido até em investimentos para os quais sempre esteve vocacionado, como a indústria naval petrolífera. Estradas, usinas e a expansão do metrô são encarados com parcimônia mesmo em relação a financiamentos do BNDES, enquanto outros estados fazem obras com verbas diretas da União. Além dos empregos que deixam de ser gerados e do aquecimento da economia no estado, a qualidade de vida é deixada para trás.
Nem divergências político-partidárias nem a baixa representatividade do Rio nos altos escalões do Executivo são justificativas para isso. Resta torcer que, com o alerta empresarial de hoje, os parlamentares fluminenses - governistas ou de oposição - passem a se mobilizar para mudar esse quadro.
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| 04/Out/2005 |
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DESCASAMENTO ENTRE A ARRECADAÇÃO E INVESTIMENTOS: SITUAÇÃO DO RIO DE JANEIRO |
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Conjuntura Econômica nº 19/2005
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A Assessoria de Pesquisas Econômicas da FIRJAN- Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro publicou um estudo sobre o descasamento entre a arrecadação e o investimento federal no Rio de Janeiro. (Nota Técnica) |
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| 01/Ago/2005 |
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UMA FRENTE PRÓ-RIO - FRANCIS BOGOSSIAN (*) |
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Jornal do Brasil
- Outras Opiniões
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Quando o assunto é investimento em obras públicas para o Rio, não está se falando apenas no interesse das empresas construtoras, mas de toda a população do Estado. O metrô é um exemplo. O governo federal financia a construção do metrô em várias capitais brasileiras, entre elas Fortaleza, enquanto o metrô do Rio é o único construído apenas com recursos estaduais. Depois de vários anos de negociação, o governo do Estado do Rio conseguiu obter um financiamento junto ao BNDES para a construção do metrô, mas desde novembro as parcelas não são liberadas, porque há débitos do governo do Estado com a União. Quem é o mais prejudicado? O povo do Rio.
Não é de hoje que a disputa política entre o governo federal, o governo do Estado e a Prefeitura do Rio vêm prejudicando a população. O antagonismo político-partidário entre os representantes dos três poderes reflete-se na falta de investimentos, principalmente na área de obras públicas. Este é um setor que dá votos e por isto a disputa é tão grande. E, com certeza, não é em função da carência de recursos que o governo Federal deixa de investir no Rio. É, essencialmente, por falta de vontade e ações políticas pouco contundentes de nosso parlamentares e do empresariado do Rio, junto ao governo federal. Empréstimos essenciais, já aprovados pelo BID para o saneamento da Baixada de Sepetiba, e a terceira etapa do programa Favela Bairro, por exemplo, não recebem aval do governo Lula. São pleitos que se arrastam há quase três anos, enquanto, em menos de seis meses, foi aprovado um financiamento, também do BID, para a Prefeitura de Nova Iguaçu, administrada por um prefeito do PT.
Estamos às vésperas dos Jogos Pan-Americanos de 2007, e o Rio não pode perder a oportunidade de projetar o país no cenário mundial por divergências de cunho político.
A escassez de aportes federais para o Rio é gritante. Todos os recursos da Prefeitura estão direcionados para três obras: Estádio Olímpico, Cidade do Samba e Cidade da Música. Mesmo assim, a dificuldade na liberação dos empenhos é uma constante. No âmbito estadual, o saneamento da Barra e a despoluição da Baía da Guanabara continuam apenas na promessa, enquanto crescem os problemas ambientais nas lagoas e praias, também por falta de entrosamento entre os três poderes. A construção do Arco Rodoviário do Rio, que facilitará o acesso ao Porto de Sepetiba, é outro projeto de interesse nacional que está esquecido.
É fundamental e urgentíssima a luta pela formação de uma frente Pró-Rio, congregando nossos parlamentares no Congresso, irmanados com o Executivo, independentemente de partidos e ideologias, no sentido de carrear, para o nosso Estado do Rio e nossos municípios, recursos para investimentos.
Não se trata de bairrismo, a exemplo do que pode estar ocorrendo em outros estados da Federação mas, isto sim, deixarmos de assistir de braços cruzados, que razões políticas deixem o Rio de Janeiro à deriva.
Os escândalos políticos, que sacodem o país, são gravíssimos, devem ser apurados, mas não podem paralisar nossa economia. Urge que a bancada Rio se mobilize para que o Rio receba, no mínimo, os recursos federais já programados.
Questões como transporte, saneamento e habitação precisam ser priorizadas nesta Frente Pró-Rio, assim como a segurança pública
(*) Presidente da Associação das Empresas de Engenharia do Rio de Janeiro (AEERJ) |
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| 22/Jul/2005 |
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GRITO DE ALERTA - FRANCIS BOGOSSIAN (*) |
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Jornal do Commercio
- Opinião
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Além da carência de investimentos, está também se tornando prática comum, nas
administrações públicas, deixar de empenhar os valores contratuais. Ou seja, a
construtora assina o contrato de uma determinada obra, mas só recebe empenho
(destinação de verba) parcial e a promessa de que será providenciado o restante.
Se este complemento não acontece, a construtora fica sem garantias, mas o
canteiro de obras já foi montado, as máquinas alocadas e os empregados
contratados. É inviável desativar a obra e depois retomá-la a cada liberação de
empenho. Em face da carência de serviços, as construtoras se arriscam e, por
outro lado, a administração pública não infringiu a Lei de Responsabilidade
Fiscal por deixar de empenhar no ato da contratação.
Os pagamentos são também aleatórios e acontecem de acordo com os interesses do
administrador público que libera os recursos de acordo com suas possibilidades.
Num país de juros elevadíssimos, atrasos de pagamento geram grandes prejuízos,
com o descasamento entre as obrigações das empresas, inclusive impostos, e os
recebimentos das faturas dos serviços. Qualquer atraso no recolhimento das
obrigações provoca multas e juros de mora. O administrador público, mesmo
obrigado por cláusulas contratuais de correção, não as honra.
O reajustamento dos preços contratuais é outro fator de desespero, com ajustes
apenas anuais. No Município do Rio de Janeiro é ainda pior. A correção só ocorre
a cada dois anos, independentemente da oscilação dos custos. Nos últimos 12
meses, o índice da construção no Rio, calculado pela Fundação Getúlio Vargas,
registrou uma alta de 11,8% e alguns preços dispararam, como foi o caso do aço
que subiu 38%; a areia 29% e o diesel, 16%.
Na esfera federal, a política econômica justifica a falta de investimentos em
obras públicas para conter a inflação e cumprir metas de superávit primário.
Deixa-se, inclusive, de aplicar em infra-estrutura recursos que têm esta
destinação específica, como a CIDE, que foi criada para melhorar as estradas
brasileiras que estão cada vez mais perigosas e elevam os custos dos
transportes.
A arrecadação do FGTS também não obedece a sua destinação legal de investimentos
em habitação e saneamento e vem sendo aplicada em títulos para financiar a
dívida pública. A cadeia produtiva da engenharia de obras públicas precisa
unir-se para pressionar as autoridades dos governos, em todos os níveis. Uma
Frente Pró-Rio das empresas cariocas e fluminenses já seria um bom começo.
(*)Presidente da Associação das Empresas de Engenharia do Rio de Janeiro
(AEERJ) |
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